Formulações para Aplicações em BVO®
As formulações desenvolvidas no Sistema BVO® se baseiam nos seguintes passos:
º O óleo degomado de soja é misturado com o emulsificante para adquirir a habilidade de se misturar com a água.
º O óleo com emulsificante é misturado com os produtos químicos envolvendo-os e evitando a evaporação dos mesmos.
º Por último, mistura-se a água até o volume desejado para a taxa de aplicação que se quer aplicar, a qual depende do tipo de controle que se quer efetuar. Caso se deseje aplicar micronutrientes ou nitrato de potássio deve-se fazer a mistura dos nutrientes na água e depois adicionar os defensivos a essa calda.
A ordem de adição dos componentes é fundamental para o sucesso da formulação, devendo ser sempre: ÓLEO + PRODUTO + ÁGUA.
Deve-se manter agitação intensa e contínua durante a mistura e durante a aplicação.
Os inseticidas formulados como CE (Concentrados Emulsionáveis) são facilmente absorvidos pelo óleo e ajudam na absorção dos outros componentes mais difíceis de se misturar com os óleos, como as SC (Soluções Concentradas) SAC (Soluções Aquosas Concentradas) e PM (Pós Molháveis). Por isso os produtos CE devem ser os primeiros a se misturar com o óleo.
Os produtos mais difíceis devem ser colocados no final da mistura e às vezes floculam, ou ficam em fórmula de grânulos suspensos na mistura, mas se dissolvem bem na mistura final, com adição da água e a agitação provocada pela motobomba.
Os produtos devem ser adicionados separadamente e incorporados ao óleo pela agitação da motobomba com cerca de um minuto de agitação cada um.
Cuidados especiais merecem os produtos de baixa dosagem tipo Nomolt (50ml/ha) ou Classic (30g/ha) para que se dissolvam completamente na mistura e não fiquem concentrados em algum ponto da misturadora.
É raro, mas pode ocorrer a formação de gel em algum ponto da mistura, nesse caso deve-se reduzir a quantidade do emulsificante, e usar água como diluente aumentando o volume da aplicação (litros/hectare) na mesma proporção.
Não se deve misturar água nos estágios intermediários de formulação para facilitar a mistura das soluções concentradas. Os resíduos dessas embalagens são adicionados no final juntamente com a água da tríplice lavagem.
Os produtos em pós molháveis podem ser divididos em duas categorias principais:
! Produtos de baixa dosagem e fácil suspensão em água. Dissolve-se na proporção de 1kg de produto em 0.5 a 1 litro de água, e adiciona-se na formulação oleosa. Exemplo: 18 kg de Saurus dão 25 litros de suspensão em água.
@ Produtos de alta dosagem e difícil suspensão em água. Dissolve-se na proporção de 1kg de produto em 2 a 3 litros de água, e adiciona-se na formulação oleosa. Exemplo: 50 kg de Pólo dão 180 litros de suspensão em água.
Os micronutrientes líquidos tem se comportado muito bem nas formulações. Eles são dissolvidos na água, mede-se o pH dessa solução de micros que vai ser adicionada na mistura de defensivos já formulados em óleo, cujo pH nós já medimos ao concluir a incorporação dos defensivos no óleo.
Os micronutrientes sólidos devem ser dissolvidos em água, até o ponto onde eles não formam precipitados, e deve-se medir o pH dessa solução, antes de se misturar com os defensivos.
Se o pH da mistura de micronutrientes estiver entre 4,5 e 6,0 eles podem ser misturados com a emulsão de óleo e defensivos, se fugir desses limites o pH deve ser corrigido.
Antes de se fazer uma formulação nova é conveniente testar a sua estabilidade e o seu pH com auxílio de um pequeno laboratório de formulação, que pode ser montado com 2 ou 3 jarras de 1 litro graduadas, 3 ou 4 mamadeiras que servirão para medidas de precisão e simulação da agitação provocada pela motobomba e 2 a 3 seringas de injeção de 20 ml para medição dos produtos usados em menor quantidade.
A técnica é medir 10% de cada ingrediente e misturá-los manualmente com auxílio de um bastonete de madeira e em seguida agitá-los por um minuto na mamadeira. A mistura final pode ser agitada em uma garrafa plástica de 1 a 2 litros.
Ao final das misturas dos defensivos com óleo mede-se o pH. Ao final da mistura dos micros com água mede-se o pH. Se não houver incompatibilidade entre os dois, realiza-se a mistura final.
Após a mistura final mede-se o pH e avalia-se a estabilidade com a seguinte escala:
F Estabilidade das Misturas F
Grau |
Condição |
Recomendação |
1 |
Separação imediata |
Não aplicar |
2 |
Separação após 1 (um) minusto
|
Não aplicar |
3 |
Separação após 5 (cinco) minutos |
Agitação contínua |
4 |
Separação após 10 (dez) minutos |
Agitação contínua |
5 |
Estabilidade perfeita |
Sem Restrições |
Modelo de Formulação para Aplicação em BVO®
Empresa:________________________________________Data:____/____/________
Áreas:___________________________________________Área Total:____________
Cultura:________ ___________ ___________ Estágio (Dae):_____ _ . _
Volume:________________Hectare/Decol.:___________Carga/Decol:_____________
Seqüência |
Produto |
Dosagem |
Quantidade (litros/Kg) |
Observações
(ph) |
| 1 |
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| 2 |
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| 3 |
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| 4 |
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| 5 |
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| 6 |
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| 7 |
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| 8 |
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| Total de Produtos |
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| Carga Total |
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| Água a ser adicionada |
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___________________________________
Técnico Responsável
Exemplo de Formulação para Aplicação em BVO®
Empresa:________________________________________Data:____/____/________
Áreas:___________________________________________Área Total:____________
Cultura:________ _____Algodão__________ Estágio (Dae):_____100º _ .
Volume:__10 litros/ha___Hectare/Decol.:_____60_____Carga/Decol:______600_____
| Seqüência |
Produto |
Dosagem |
Quantidade (litros/Kg) |
Observações
(ph) |
| 1 |
Óleo |
1,0 |
60 |
|
| 2 |
Emulsificante |
0,05 |
3,0 |
|
| 3 |
Endosulfan |
1,5 |
90 |
|
| 4 |
Marshal |
0,4 |
24 |
|
| 5 |
Polo |
0,5 |
30 +90 litros/água |
|
| 6 |
|
|
|
|
| 7 |
|
|
|
|
| 8 |
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| Total de Produtos |
267 |
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| Carga Total |
600 |
|
|
| Água a ser adicionada |
373 |
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Técnico Responsável
OBS: Esse exemplo é apenas uma simulação e não uma recomendação do CBB. Antes de fazer um planejamento operacional, o Engenheiro Agrônomo responsável deve verificar se a mistura dos defensivos é autorizada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.
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