topo
home
menu Pesquisa Equipamentos Treinamento Consultoria Notícias Vídeos Manuais Dr. Marcos Vilela Contato

MANUAIS

Formulações para Aplicações em BVO®

As formulações desenvolvidas no Sistema BVO® se baseiam nos seguintes passos:

º O óleo degomado de soja é misturado com o emulsificante para adquirir a habilidade de se misturar com a água.
º O óleo com emulsificante é misturado com os produtos químicos envolvendo-os e evitando a evaporação dos mesmos.
º Por último, mistura-se a água até o volume desejado para a taxa de aplicação que se quer aplicar, a qual depende do tipo de controle que se quer efetuar. Caso se deseje aplicar micronutrientes ou nitrato de potássio deve-se fazer a mistura dos nutrientes na água e depois adicionar os defensivos a essa calda.

A ordem de adição dos componentes é fundamental para o sucesso da formulação, devendo ser sempre: ÓLEO + PRODUTO + ÁGUA.

Deve-se manter agitação intensa e contínua durante a mistura e durante a aplicação.

Os inseticidas formulados como CE (Concentrados Emulsionáveis) são facilmente absorvidos pelo óleo e ajudam na absorção dos outros componentes mais difíceis de se misturar com os óleos, como as SC (Soluções Concentradas) SAC (Soluções Aquosas Concentradas) e PM (Pós Molháveis). Por isso os produtos CE devem ser os primeiros a se misturar com o óleo.

Os produtos mais difíceis devem ser colocados no final da mistura e às vezes floculam, ou ficam em fórmula de grânulos suspensos na mistura, mas se dissolvem bem na mistura final, com adição da água e a agitação provocada pela motobomba.

Os produtos devem ser adicionados separadamente e incorporados ao óleo pela agitação da motobomba com cerca de um minuto de agitação cada um.

Cuidados especiais merecem os produtos de baixa dosagem tipo Nomolt (50ml/ha) ou Classic (30g/ha) para que se dissolvam completamente na mistura e não fiquem concentrados em algum ponto da misturadora.

É raro, mas pode ocorrer a formação de gel em algum ponto da mistura, nesse caso deve-se reduzir a quantidade do emulsificante, e usar água como diluente aumentando o volume da aplicação (litros/hectare) na mesma proporção.

Não se deve misturar água nos estágios intermediários de formulação para facilitar a mistura das soluções concentradas. Os resíduos dessas embalagens são adicionados no final juntamente com a água da tríplice lavagem.

Os produtos em pós molháveis podem ser divididos em duas categorias principais:
! Produtos de baixa dosagem e fácil suspensão em água. Dissolve-se na proporção de 1kg de produto em 0.5 a 1 litro de água, e adiciona-se na formulação oleosa. Exemplo: 18 kg de Saurus dão 25 litros de suspensão em água.
@ Produtos de alta dosagem e difícil suspensão em água. Dissolve-se na proporção de 1kg de produto em 2 a 3 litros de água, e adiciona-se na formulação oleosa. Exemplo: 50 kg de Pólo dão 180 litros de suspensão em água.

Os micronutrientes líquidos tem se comportado muito bem nas formulações. Eles são dissolvidos na água, mede-se o pH dessa solução de micros que vai ser adicionada na mistura de defensivos já formulados em óleo, cujo pH nós já medimos ao concluir a incorporação dos defensivos no óleo.

Os micronutrientes sólidos devem ser dissolvidos em água, até o ponto onde eles não formam precipitados, e deve-se medir o pH dessa solução, antes de se misturar com os defensivos.

Se o pH da mistura de micronutrientes estiver entre 4,5 e 6,0 eles podem ser misturados com a emulsão de óleo e defensivos, se fugir desses limites o pH deve ser corrigido.

Antes de se fazer uma formulação nova é conveniente testar a sua estabilidade e o seu pH com auxílio de um pequeno laboratório de formulação, que pode ser montado com 2 ou 3 jarras de 1 litro graduadas, 3 ou 4 mamadeiras que servirão para medidas de precisão e simulação da agitação provocada pela motobomba e 2 a 3 seringas de injeção de 20 ml para medição dos produtos usados em menor quantidade.

A técnica é medir 10% de cada ingrediente e misturá-los manualmente com auxílio de um bastonete de madeira e em seguida agitá-los por um minuto na mamadeira. A mistura final pode ser agitada em uma garrafa plástica de 1 a 2 litros.

Ao final das misturas dos defensivos com óleo mede-se o pH. Ao final da mistura dos micros com água mede-se o pH. Se não houver incompatibilidade entre os dois, realiza-se a mistura final.

Após a mistura final mede-se o pH e avalia-se a estabilidade com a seguinte escala:

F Estabilidade das Misturas F

Grau
Condição
Recomendação
1
Separação imediata
Não aplicar
2
Separação após 1 (um) minusto

Não aplicar
3
Separação após 5 (cinco) minutos
Agitação contínua
4
Separação após 10 (dez) minutos
Agitação contínua
5
Estabilidade perfeita
Sem Restrições


Modelo  de Formulação para Aplicação em BVO®

 Empresa:________________________________________Data:____/____/________

Áreas:___________________________________________Área Total:____________

Cultura:________ ___________      ___________       Estágio (Dae):_____ _       .          _

Volume:________________Hectare/Decol.:___________Carga/Decol:_____________


 

Seqüência
Produto
Dosagem
Quantidade (litros/Kg)
Observações (ph)
1        
2        
3        
4        
5        
6        
7        
8        
Total de Produtos      
Carga Total      
Água a ser adicionada      


______________________________________________________________

           
 ___________________________________
                  Técnico Responsável

 

Exemplo de Formulação para Aplicação em BVO®

Empresa:________________________________________Data:____/____/________

Áreas:___________________________________________Área Total:____________

Cultura:________ _____Algodão__________       Estágio (Dae):_____100º _       .         

Volume:__10 litros/ha___Hectare/Decol.:_____60_____Carga/Decol:______600_____


Seqüência Produto Dosagem Quantidade (litros/Kg) Observações
(ph)
1 Óleo 1,0 60  
2 Emulsificante 0,05 3,0  
3 Endosulfan 1,5 90  
4 Marshal 0,4 24  
5 Polo 0,5 30 +90 litros/água  
6        
7        
8        
Total de Produtos 267
Carga Total 600
Água a ser adicionada 373

­______________________________________________________________

           
 ___________________________________
          Técnico Responsável

OBS: Esse exemplo é apenas uma simulação e não uma recomendação do CBB. Antes de fazer um planejamento operacional, o Engenheiro Agrônomo responsável deve verificar se a mistura dos defensivos é autorizada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

 

 

 

tags: aviação agrícola, Descontaminador de Agrotóxicos, Turboaero, Turbotrator, cursos de aviação agrícola, consultoria em aviação agrícola, Torre de inversão
CBB
Criação de Sites Sorocaba