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EQUIPAMENTOS

  • Apresentação
  • Dados Técnicos

Torre Meteorológica CBB - Modelo TM-1

Instruções de Operação

 

1 - Meteorologia aplicada à Defesa Fitossanitária

            As aplicações de defensivos, Aéreas ou Terrestres, são altamente influenciadas pelos fatores meteorológicos. Aplicar dentro dos limites adequados desses fatores é fundamental para o sucesso dos tratamentos fitossanitários. Os principais fatores meteorológicos são:

            Temperatura: É a medida do aquecimento do ar pela radiação solar que aquece o solo e todo o meio ambiente. Influi na evaporação das gotas nas aplicações feitas com água e na formação de correntes ascendentes quando provocam bolhas de ar quente pelo aquecimento das massas de ar próximas ao solo. Correntes convectivas costumam se formar a partir de 32o C e evoluem para rodamoinhos.

            Umidade Relativa (UR): É a relação entre a quantidade de água na forma de vapor que uma massa de ar contém comparada com a quantidade máxima que ela pode conter naquela temperatura. Quanto maior for a Temperatura menor será a Umidade Relativa e maior será a evaporação da água nas caldas das pulverizações convencionais.
A massa de ar até a altura de 3 metros sobre a área de um hectare pode conter a uma temperatura de 30o C até 900 litros de água na forma de vapor, quando terá uma UR de 100%. Na mesma temperatura de 30o C e com uma UR de 40% essa massa de ar conterá apenas 360 litros de água, podendo evaporar instantaneamente mais 540 litros até a sua saturação.
Este exemplo demonstra claramente o que ocorre com uma neblina de gotas finas aplicada em um volume de 10, 20 ou mesmo 30 litros por hectare na temperatura de 30o C com uma UR de 40% usando apenas a água como veículo.

            Vento: É o fenômeno provocado pelo deslocamento de uma massa de ar que pode ser provocado pela diferença de temperatura das massas de ar de uma região, pela penetração de frentes frias ou quentes ou pelo deslocamento das massas de ar nas proximidades de nuvens de desenvolvimento vertical.
De uma maneira geral não se deve operar com ventos inferiores a 2 km/hora ou superiores a 15 km/hora, entretanto cada tratamento deve ser estudado e há regiões onde os ventos fortes são constantes obrigando Pilotos e Técnicos a desenvolver técnicas especiais para operar nessas regiões.
Quando o produto da Altura do vôo (H), pela Velocidade do Vento (V) é constante, as características dos depósitos das neblinas são semelhantes, ou seja, o depósito de uma aplicação numa altura de 3 metros com velocidade do vento de 18 km/hora é semelhante ao depósito de uma aplicação na altura de 6m com vento de 9 km/hora porque 3 X 18=54 e 6 X 9=54.

            Estabilidade Atmosférica: A atmosfera em uma determinada região pode ser classificada em: Instável, Neutra, Estável e Muito Estável.
As condições Estável e Muito Estável ocorrem em condição de vento fraco (abaixo de 2 km/h) e quando a temperatura acima do nível da cultura tende a se elevar com o aumento da altura.
O fenômeno “Gradiente Adiabático” que ocorre nas horas quentes do dia se caracteriza pela diminuição da temperatura com o aumento da altura. Nas condições de Estabilidade Atmosférica, ocorre o contrário - é inversão térmica.
A inversão térmica faz a neblina produzida flutuar ou subir saindo da área alvo. Isso se observa com poeira ou fumaça que derivam por quilômetros nessas condições.

2 - Torre Meteorológica CBB

Foi desenvolvida pelo Centro Brasileiro de Bioaeronáutica com base em princípios e tecnologias desenvolvidos na Universidade da Califórnia, Davis nos Estados Unidos, no Instituto de Tecnologia de Cranfield na Inglaterra e no Serviço de Florestas do Canadá.   
Na prática, se mostrou altamente eficiente, pois permite que o Técnico Executor monitore a estabilidade da atmosfera entre 2 e 12 metros e pare a aplicação quando a temperatura a 12 metros for maior do que a temperatura a 2 metros indicando que a atmosfera está fora de padrão, pois está entrando em uma condição de Estabilidade.
A observação das temperaturas a 2 metros e 12 metros de altura e da Velocidade do Vento sobre a lavoura permite determinar em tempo real durante as aplicações se a condição atmosférica naquela área e naquele momento é Estável, Instável ou Turbulenta. Turbulenta é quando o vento está de rajadas e as aplicações são desaconselhadas.
A redução da temperatura na parte mais alta indica que a camada de ar superior está mais fria e naturalmente mais densa, com tendência a substituir a camada mais aquecida e menos densa mais abaixo, arrastando a neblina aplicada para baixo e depositando-a sobre os alvos, no caso as culturas, os insetos pragas ou ervas daninhas. É hora de aplicar.
Quando a temperatura começa a se elevar com aumento da altitude, a atmosfera progride rapidamente para um estado de inversão térmica, que é prejudicial a qualquer pulverização. Com a temperatura em 12 metros maior que a temperatura a 2 metros, a tendência da camada de ar sobre a lavoura é subir levando as neblinas para fora da área alvo, provocando deficiência no controle e sérios problemas de Deriva nas áreas próximas à aplicação. 

3 - Cálculos do Grau de Estabilidade Atmosférica (GEA)

            O Grau de Estabilidade Atmosférica é calculado pela fórmula:

                                   GEA = (T2-T1)X 130 / V2  

Onde: T2 é a temperatura a 12 metros
T1 é a temperatura a 2 metros
V é a velocidade do vento acima da cultura em Km/hora.

O Grau de Estabilidade por ser determinado no quadro abaixo:

Estabilidade Atmosférica

Valores

Instável

- 1,7 a - 0,1

Neutra

- 0,1 a 0,1

Estável

- 0,1 a 1,2

Muito Estável

1,2 a 4,9

Exemplos práticos em condição de operação:

1 - Condição em que T1 é maior que T2
T1 = 24,3  - T2 = 22,4  -  V = 6 km/h.

GEA = (22,4 - 24,3) X 130 ÷ 62    = - 1,9 X 130 ÷ 36 = - 6,86

Excelente penetração. A instabilidade leva o ar para baixo.

2 - Condição em que T2 é maior que T1

T1 = 24,0  - T2 = 24,3  -  V = 3 km/h.

GEA = (24,3 - 24,0) X 130 ÷ 32    =  0,3 X 130 ÷ 9 =  4,33

Esta atmosfera está invertida, a tendência do ar é subir.

 

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